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Sarapatel dos Estetas
 
http://sarapatel.cjb.net
 
Pernilongos
 
Rodrigo Soares Camargos
Belo Horizonte - M.G..
 
 
 
 
Poemas  Chato, chato, chato
qualquer peregrino
poder remoer
a dor
presente e prolongamento
quaisquer peregrinos
Ave demência
és dor

dor, dor, dor
chato, chato, chato
Casem-se.
     Talvez esqueça o presente
talvez te dê a surpresa
talvez crazy
     em descontrole
     cola como descontrole
     decola da mente

Cartaz sob rudez, que existe
rudez das suas
pende, desintegra, desfanece
em velho caquético
     pelancudo, sem água doce
o muro rumina triste

triste, triste
sem cartaz, superfície sem efígie
esfinge óbvia
eu entro na história
encarniçando pernilongos
desejando desgraças cumpríveis
realizadas metamorfoses

Zumnilongo
longo silvo que refresca a roça
breve destino
que exprime o vento
sou eu humano
não aceitar ser vencido
por ser desprezível
arqueio minhas armas
como o mais dionisíaco dos deuses
desastradamente quebro o espelho
sou um pernilongo desorientado
Zig Zag
Pobre coitado
inferno genético
cadeia cálida
conseqüente forma
resquício sexual
rebento animal

eu
ele

Enquanto ele estoura
eu faço festa

foguetes pipocam no céu da Terra

   
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